sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Todo dia é segunda-feira


Se amanhã será a mesma coisa
Por que é que eu durmo,
E uma vez dormindo, quando cedo a um sono
Irrefutável e manso,
Que força é essa que me vem, sem clamor e convite
Para abrir-me os olhos ao dia-ontem?
De tanto repetir-se
Chega uma hora que o presente se desgasta
Fica pardo, fica turvo,
Fica em pedaços.
E o futuro um fantasma de feto
Querendo romper esta vasectomia divina.

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