sábado, 5 de dezembro de 2009

Chegada

Parece que eu tava correndo doidamente pra chegar a algum lugar que eu sabia qual era. E cadê o lugar? A gente chega sem fôlego e onde era pra ser cidade, vale, água ou estrada –qualquer ponto concreto situado na terra- está o abismo absoluto. Aquele isento de paisagem, sem cor, sem forma, massa cinzenta assomando acima e abaixo e para todas as direções. O coração dá um salto, mas os pés estão imóveis. Cadê o lugar, cadê o lugar? Se eu estender a mão agora, vou tocar o vazio. Não quero lançar-me ao Nada. Também não posso voltar. Tampouco me agrada a imobilidade. Para onde eu vou, Deus? Me ajuda agora, mais que nunca, a fugir do teu abraço. Tenho tanto medo e tanta vida pela frente.

2 comentários:

ele disse...

se chegou, mesmo sendo nada, mesmo sendo ausência é algo. cumpre-se o destino.

Léo disse...
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