domingo, 31 de janeiro de 2010

Moinhos

O desejo é maquinário
Trabalhando incansável
Desmoronamentos quiméricos
De corpos amados aos nossos pés.
Sou capaz de amar quantos corpos
Se o meu próprio está preso
Em engrenagens que moem e moem
Tempos e ossos?
De cada resto deles,
Vou tecendo uma veste
Estranha e irrecusável,
Que costuro à minha própria pele.
Roca e fuso
Descomunal trabalho
Carcomendo memórias,
Moendo saudades e nuvens
Como a roda ruidosa
Que Maria Luiza gira
Contra um céu azul impassível.

Um comentário:

Anônimo disse...

Mandando mto bem, como sempre. Precisamos reunir o grupo , mesmo sem Menezes, o Grupo seria o A-nexo, outra onda. Vc tem me aturado e guiado e tratado, Dr. Tavares, mas eu te formspringeria mesmo assim "PQ EU? PQ COMIGO?!" E lá vai caralhada até me desencantar de x.