segunda-feira, 5 de julho de 2010

Improviso

Minhas mãos se erguem para abrir uma janela. Debruço-me só para fechar os olhos e alcançar ar puro. A claridade da rua vem em cinza, recortada pela noite. Meus cabelos recebem luz e dedos, sem forças para qualquer protesto. Depois de um tempo, eles gostam. São atores. Fingem que esses dedos não são meus.

Um comentário:

Liz Marinho disse...

Adorei seu blog. Lindos post's. Se puder visitar o meu: http://anothermartini.blogspot.com/