quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Setembrizado

Sobrou tanto
Ninguém comprou nada.
Resto de sonho
no estoque,
Quitanda fechada.
Só tô esperando a chuva
pra limpar a calçada
pro primeiro freguês
de amanhã.
Eu vou lavar o mês de mim.
E que essa água, meu pai
não seja vã.
Setembro tem fim,
Graças a Deus.

Um comentário:

Anna K. Lacerda disse...

Era setembro quando gotas começaram a cair, e para cada qual, um cliente. _ Acorda! Num sobressalto abriu os olhos. Era sonho!