terça-feira, 4 de janeiro de 2011

For the Lunar Sea, See the River Moon and You Got It

Três nãos, um nó, um nada na garganta. Respiro é faca abrindo esôfago pra mostrar pro dentro que o ar que entra nem cor tem, nem gosto, nem graça. Ela tomou um gole de tédio e mais uns dois de consciência, e depois arrancou os pontos e os panos, enquanto lhe caíam os anos pelos rasgos no vestido. Talvez uns dentes, pra deixar com os anéis pelos caminhos.
Correu pra ver se choro congela. Congela.
Então silenciou aos poucos, como um coração que desiste e vê no silêncio consolo maior que a cura. Esses males, ela me disse, são sais e açucares. Melhor seria se fossem ou um ou outro. Água de mar ou de rio. Confluências, não as queira. Uma vida agridoce tem um preço.
O apreço por recaídas, abandonei à beira do tropeço, quando me olhei naquela margem. E foi numa noite tão escura, que precisava estar escura, agora entendo. Olhei o rio.
E acreditei quando ela me disse que as estrelas estavam na água e que o céu era o espelho delas.

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