quarta-feira, 15 de junho de 2011

Лайка, Kudryavka

Eu queria que todo mundo fosse pro espaço, e nunca mais voltasse. 
Ninguém caindo de paraquedas coloridos sobre Santiago do Chile.
Ninguém pintado de iodo, pra colocar sensores de frequência cardíaca.
Nenhuma história sobre corpos celestes. Só silêncio.
Apenas decolagem, 2.570 órbitas em volta da Terra, depois fim.
Eu queria que todo mundo tivesse ido pro espaço. Menos ela.
Eu subiria bem alto pra olhar o céu. Um assovio pralém da lua, e ela viria correndo,
Radioativa, alada, com seu capacete de astronauta.

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